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O poder do reconhecimento e recompensa

Luís Augusto Lobão
2015-01-06
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Recentemente ganhei de um amigo um livro com um título bastante original: O Princípio da Cenoura – Adrian Gostick e Chester Elton. Particularmente acredito que uma boa gestão por resultados está baseada no desenvolvimento de uma cultura que trabalha muito bem com conseqüências. O que me chamou a atenção neste livro, foi a discussão de como gerir a cenoura e principalmente as questões ainda relacionadas à “cenourofobia” nas empresas, que ainda diante da evidência inquestionável de que o reconhecimento e recompensa  funcionam, ainda encontram desculpas e justificativas para não implementar. 

Mas o que é uma cenoura? Para um líder de sucesso, é uma ferramenta impulsionadora.  Na gestão, uma cenoura é o que é utilizado para inspirar e motivar um empregado, e algo que deve ser desejado. De fato, está no topo da lista de coisas que os empregados afirmam que gostariam de receber dos seus empregadores. Em suma, quando os colaboradores sabem que os seus pontos fortes e potenciais irão ser elogiados e reconhecidos, é mais provável que venham a gerar valor. 

Mas cuidado, não confunda a cenoura com bônus e gratificações em dinheiro somente. Esta é uma confusão constante quando se trata de montar um programa de reconhecimento e recompensa. Muitos acreditam que o dinheiro é a cenoura mais eficaz. Na realidade é que o dinheiro não é uma recompensa tão poderosa como muitas pessoas pensam. De fato, um terço das pessoas a quem se atribui um prêmio em dinheiro utiliza-o para pagar contas. Um quinto não terá, em poucos meses, idéia de onde gastou o dinheiro, ou sequer quanto recebeu.

Os empregados apenas dão algo à empresa quando ela lhes oferece alguma coisa como contrapartida (por exemplo, em troca de uma compensação, os empregados disponibilizam apenas o tempo e esforço exigido pelo seu contrato – por vezes, menos, mas nuca mais). Quando nada mais é oferecido pela empresa, nada mais é dado pelos empregadores, já ela é livre para despedir alguém a qualquer momento, eles não sentem qualquer lealdade em relação a ela e vão à procura da melhor oferta. Não se engane, se o empregador retira qualquer benefício que seja do empregado, este faz uma redução correspondente nas suas contribuições.  Gestores eficazes criam bases para o sucesso dos empregados no trabalho e na vida pessoal e estão sempre atentos em como estabelecer este equilíbrio.  Reconhecer e desenvolver o potencial dos indivíduos é o verdadeiro caminho para a liderança.

Antes de começar a criar uma cultura da cenoura, deve-se ponderar até onde terá de ir para chegar lá. O primeiro passo é o entendimento dos fatores básicos: satisfação e envolvimento. À primeira vista, talvez pense que não há diferença, no entanto existe. Um empregado satisfeito está contente com a retribuição atual, com os benefícios e o ambiente de trabalho – tão feliz, que poderá sentir-se relutante em alterar o status quo através de iniciativas e conquistas. Na realidade, uma força de trabalho empenhada representa uma empresa repleta de pessoas que estão dispostas a fazer de tudo o que for necessário para ajudar a empresa a ter sucesso, incluindo a liderança de mercado, a inovação e o serviço ao cliente. Não é difícil identificar quais os empregados estão empenhados.

Criar uma cultura que celebra é a principal responsabilidade de um líder, quando isto acontece, conseguimos explorar o potencial máximo de nossas equipes. Para começar, crie um programa baseado em quatro pilares: reconhecimento no dia-a-dia (inclua nas suas atribuições de líder os tapinhas nas costas, os almoços em equipe, os certificados de mérito, as palmas nas reuniões e as mensagens de agradecimento, este tipo de reconhecimento tem custo baixo, mas é muito significado). O reconhecimento do desempenho extraordinário é outra forma bastante útil para quando seus empregados vão a um passo além do esperado. Estes prêmios são uma forma estruturada de recompensar desempenhos significativos. Reconhecimento da carreira, apesar de ser o mais estruturado e fácil de implementar, contudo, na prática e o menos utilizado. As pessoas se sentem presas aos seus cargos e atribuições, sem promoções e desafios. Para finalizar desenvolva eventos de celebração, elas reforçam o seu agradecimento a todas as pessoas da equipe. Este quatro tipos de reconhecimento são ferramentas essenciais e é vital saber utilizar.


1 Comentário(s)

Aparecer como Anónimo

Anónimo
2015-01-07 19:43

Muito interessante porque foca um dos principais problemas da falta de motivação.A pancadinha nas costas ou um simples obrigado fazem maravilhas, e no entanto tão poucos o vêem. O livro parece interessante. Vou procurar para o ler.

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