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“Pedro, mandei-te um Whatsapp e um Messenger no Facebook do meu Surface. Chama aí por favor um Uber ou Cabify (de preferência um Tesla 😊) pois tenho uma encomenda a chegar da Farfetch e outra da Amazon, mas não tenho a app instalada no Xiomi que comprei no Alibaba.”

Rui Pedro Oliveira
31 de Março de 2018

“Pedro, mandei-te um Whatsapp e um Messenger no Facebook do meu Surface. Chama aí por favor um Uber ou Cabify (de preferência um Tesla 😊) pois tenho uma encomenda a chegar da Farfetch e outra da Amazon, mas não tenho a app instalada no Xiomi que comprei no Alibaba.”

Quase metade das palavras (e o emoji) deste parágrafo não existiam há 10 anos. Uma, ainda teima em não aparecer muitas vezes (o por favor) mas isso não é uma questão da exponencialidade tecnológica, mas sim uma retrógrada inversão de simpatias e valores.

Curiosamente o homem do Whatsapp é o mesmo do Facebook, mas que o comprou por sensivelmente 20bi USD. Chama-se Mark Zuckerberg e já anunciou que até ao fim da sua vida doará 99% da sua fortuna para fins de caridade e investigação. Há 10 anos não o conhecíamos e não estava nos 5 mais ricos do mundo.

O homem do Surface, produto da Microsoft, é Bill Gates. Toda a gente o conhece por ser o homem Microsoft e anda sempre no top 3 de maiores bilionários mundiais. Já repartiu parte da fortuna pelos filhos e grande fatia pela fundação notável que detém com a mulher, Melinda. Sabe que percentagem tem da Microsoft? 5%... O resto é Coca-Cola, entre outros com um velho amigo…

Este mesmo, Warren Buffet. O 2º mais rico de 2017 e que curiosamente nunca fundou uma empresa na vida. Tem a holding pessoal dele (Berkshire Hathaway) e controla todas as aquisições que faz, desde a Disney à Gilette, a American Express ao ketchup Heinz. Em meados de fevereiro deste ano, cada ação valia 306.000 USD.

Jeff Bezos é o mais rico desta lista com 114.2bi USD. É o homem da Amazon, que cujo logotipo tem uma seta que vai do A ao Z que significa ter tudo, vender tudo, de livraria a qualquer produto que imagine de A a Z. Exatamente como o fenómeno Alibaba que opera maioritariamente no mercado Chinês e que faz de Jack Ma o homem mais rico daquele enorme país, com algumas diferenças entre os dois. Jack Ma é considerado dos homens mais saudáveis do mundo, estudou gestão, e é um grande filantropo. O digital Bezos, estudou artes e comprou o jornal (em papel) Washington Post, uma paixão antiga.

Este curioso mercado da China essa que há poucos anos com uma marca de Smartphones chamada Xiomi, que só operava em exclusivo no mercado chinês, era já o 4º maior vendedor mundial. Em menos de 10 anos os chineses inverteram a fama de copiadores, a copiados.

O homem do momento, é Elen Tusk, que tem o seu próprio Tesla bordeaux algures perdido no espaço e que em segredo assustou grandes potencias espaciais mundiais ao desenvolver o seu próprio foguete, com tecnologia de ponta. Ainda há pouco verifiquei na telemetria do mesmo, deslocava-se a cerca de 180km de altitude à modesta velocidade de 11km por segundo. É só em menos de dois minutos atravessar a Península Ibérica.

E por fim (só por limite de caracteres) a Farfetch, o primeiro unicórnio (empresa avaliada em mais de 1bi USD) Português, que foi lançada por um informático que adora meditação, e sim, não lançou nada ligado à informática, mas sim ligada à moda e às maiores griffes mundiais como não podia de ser, fora da caixa. Se pensa que Bernard Arnault ganha a vida com o seu grupo Louis Vuitton, Moet et Chandon, Hanessy, desengane-se. Não conhece as grandes participações que tem no Carrefour e na Sephora (que quer começar a cobrar pelos seus “testers” de perfume, mas isso seria o mote para outro artigo tal como as moedas virtuais).

Vamos ao nosso mundo, dos reais mortais. Se temos um património de 2600€, seja em dinheiro ou investido em roupa, comida, livros, casa, bens essenciais, faz parte dos 50% mais ricos do mundo. Se por ventura tiver 56.000€, está no top dos 10% mais ricos do mundo.

Se pensa que o Messi, o Neymar ou o Ronaldo (por ordem de ordenados anunciados) são os futebolistas mais ricos do mundo. Não são. O fenómeno Faiq Bolkiah que joga nas reservas do Leicester deve ter um talento enorme por ter este estatuto aos 19 anos, embora se desconfie que o facto de ser sobrinho do Sultão do Brunei possa ajudar neste ranking…

Em resumo, estude artes, gestão, ou nem estude como alguns que estão aqui enumerados. Monte empresas ou não como faz o Buffet, faça o que sonha, jogue com a cabeça, seja ao desafiar os lobbies poderosíssimos do petróleo com carros elétricos ou a marcar golos como o trio citado. Uma coisa é certa e comum em quase todos eles. São filantropos, são trabalhadores e são criativos independentemente das origens e das notas nas escolas, nenhum desses fatores ser uma “fake new” ou uma série Netflix, é mesmo real, condicionou à sua forma mudarem ou melhor, redirecionarem o mundo.

Se não optar por esta via, escolha ser sobrinho de um Sultão ou Sheik que também dará um passo válido nesse sentido da sua riqueza pessoal.

PS: Todos os valores são apresentados em Euros ou Dólares e não em Bitcoins ou qualquer outra criptomoeda.

Revista Digital Start&Go

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