Casa Brava

Julie e Marco, tinham o sonho de adquirir uma pequena casa no Algarve. Em 2014, quando ainda viviam e trabalham em Paris, começaram a sentir que as suas vidas não estavam no caminho certo.

Mónica Monteiro
15 de Agosto de 2018

Julie e Marco, tinham o sonho de adquirir uma pequena casa no Algarve. Em 2014, quando ainda viviam e trabalham em Paris, começaram a sentir que as suas vidas não estavam no caminho certo. Encontraram uma pequena quinta abandonada em Loulé e após uma restauração com materiais locais e ecológicos, o nome de Casa Brava foi óbvio. De fato, a quinta estava isolada, no meio de uma natureza selvagem, longe da agitação das grandes cidades. Destinada inicialmente para férias, mas rapidamente o contacto com a natureza algarvia despertou a vontade de viver de maneira mais saudável e com respeito pelo meio envolvente.

A ideia do projeto começa a ganhar forma nas suas mentes “Ao aproximar-nos da natureza e aproveitar o tempo para observar e compreender os elementos que nos cercam, percebemos rapidamente que o projeto deveria ser um projeto global: uma abordagem diferente de como consumimos, viajamos e vivemos simplesmente” contam estes empreendedores. Com o objetivo de ser um verdadeiro vetor de vida saudável, o projeto “Casa Brava” aposta em diferentes valências.

 

Aprenderam o processo de saponificação a frio, em Paris e em Bruxelas, e apostaram na utilização de matérias-primas portuguesas biológicas de alta qualidade, como o azeite, para a produção de produtos cosméticos. Para o futuro próximo está ainda o desenvolvimento de uma gama de acessórios para o banho e produtos de bem-estar, sempre numa abordagem ecológica.

 

Potenciar o espaço natural para a promoção de eventos e a casa num conceito Eco Bed & Breakfast tem sido também uma aposta complementar. Sendo certo que grande parte do mercado está fora de Portugal, a procura por parte dos clientes portugueses tem sido bastante interessante. Falamos na sua maioria de um cliente entre os 25 e 40 anos preocupado com assuntos ecológicos e sensível ao design simples.

 

O maior desafio foi mesmo a criação de uma rede de parceiros ao nível local: “Queríamos desde o início criar um projeto que pudesse integrar parceiros ao nível local. Achamos que trabalhar junto com os nossos vizinhos pode ser benéfico para todos. Uma ideia de crescer juntos!” dizem-nos.

Hoje, os produtos “Casa Brava” encontram-se em lojas de produtos naturais e eco-friendly por todo o país, consequência da aceitação dos valores da marca por parte de uma vasta rede de parceiros.

Os resultados tem sido bastante positivos “Não contávamos com uma adesão tão rápida para o nosso conceito! “afirmam Julie e Marco.

Os projetos para o futuro são muitos… “produzir em modo permacultura bio o máximo de matérias primas que precisamos para a nossa cosmética, mas também os frutos e legumes para consumo”, é um deles.

Da nossa parte só nos resta desejar um futuro risonho e sustentável.


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