Viva o Verão com ASPORTUGUESAS

A cortiça é um dos produtos mais emblemáticos do nosso país, sendo que a sua utilização vai muito para além das rolhas que todos nós conhecemos.

1 de Julho de 2016

Nos últimos anos assistimos à diversificação da sua utilização em acessórios, a malas e até roupa.

Com a liderança, reconhecimento mundial e consciente da importância de inovar e acrescentar valor ao seu produto base, a Corticeira Amorim criou em 2014 a Amorim Cork Ventures com o objetivo de apoiar empreendedores com ideias e aplicações inovadoras para o setor da cortiça.

Depois de mais de um ano de trabalho eis que surge no mercado o primeiro produto resultado da incubação da Startup EcoChic - As Portuguesas. Com um conceito Eco-friendly, mas cheios de estilo, estes chinelos destacam-se dos produtos concorrentes por apresentarem uma tira mais ergonómica, uma maior resistência na ligação tira-sola e uma maior aderência em pisos molhados.

A parceria entre Pedro Abrantes, autor da ideia e empreendedor, e a Amorim Cork Ventures, resultou numa coleção com 11 modelos para segmentos masculino e feminino mas fundamentalmente para um consumidor trendy, descomprometido mas sofisticado e fundamentalmente com preocupações ambientais.

Pode escolher as suas ASPORTUGUESAS na loja on line da marca e brevemente encontra-las em lojas multimarca com os preços a variar entre 26,90€ e os 39,90€. 

O conceito deste novo produto tem atraído a atenção no mercado nacional, mas também já no mercado global.

 É caso para dizer que o verão está só a começar e as portuguesas vão dar que falar!


Conversa com Paulo Bessa, Diretor na Amorim Cork Ventures

SG - Como surge a Amorim Cork Ventures dentro do grupo?

PB - A inovação é um dos pilares da atividade da Corticeira Amorim, pelo que a criação da Amorim Cork Ventures foi um passo natural na evolução da empresa que, como líder mundial, tem uma posição privilegiada para apoiar empreendedores que se queiram juntar à Corticeira Amorim na sua missão de acrescentar valor à cortiça.

Neste âmbito, a incubadora de negócios -  Amorim Cork Ventures -  surgiu com o propósito de fomentar a criação/projeção de novos produtos e negócios com cortiça, orientados fundamentalmente para os mercados externos, proporcionando aos empreendedores o acesso não apenas a financiamento, como também a competências de gestão, know-how e a redes de contatos em diferentes setores e países.

 SG - O que pode esperar o empreendedor que pretende apresentar uma ideia?

PB - Os empreendedores interessados podem apresentar a sua ideia ou projeto a qualquer momento. Temos vindo a privilegiar as calls, na medida em que nos permitem definir prazos concretos para análise e decisão, mas naturalmente que recebemos ideias durante todo o ano. 

No âmbito das calls, após a fase de triagem, os empreendedores selecionados beneficiarão de um programa de aceleração que lhes permitirá apresentar à Amorim Cork Ventures uma proposta de negócio. A decisão de investimento por parte da ACV materializa-se, em alguns casos, num período de incubação para desenvolvimento de algumas dimensões do negócio (que poderá incluir por exemplo a prototipagem) e, noutros casos, a decisão de constituir uma nova empresa/startup com os empreendedores.

O apoio dado pela Amorim Cork Ventures aos incubados ultrapassa o âmbito de mero financiamento e contempla o acesso a um conjunto de competências técnicas, de gestão, a redes de contactos em diferentes setores e países, além de condições físicas (instalações) e acesso a um conjunto de tecnologias e métodos de produção.

 SG - Que projetos se pode esperar ver no futuro?

PB - Além de se manter a procura por novos projetos e empreendedores em Portugal, estamos em vias de anunciar o primeiro programa internacional da Amorim Cork Ventures, um marco fundamental para aquela que é a primeira incubadora e capital de risco dedicada exclusivamente a negócios com cortiça, orientados para os mercados externos. Note-se que, mesmo antecedendo qualquer esforço de internacionalização, a empresa já recebeu propostas de 13 países, reforçando também a importância de alargar o âmbito da sua atuação. A grande diversidade de projetos que recebemos até ao momento comprova de facto a versatilidade da matéria-prima cortiça. Para o futuro, esperamos que as características técnicas da cortiça sejam cada vez mais conhecidas e exploradas e que daí resultem novas aplicações e negócios para a Amorim Cork Ventures e para o setor da cortiça.

Artigo em formato PDF

 

 

Revista Digital Start&Go