Mão em Mão

O que era um gosto pessoal, transformou-se numa ideia que rapidamente se transformou num negócio.

1 de Março de 2018

 A Mão em Mão. A compra de roupa vintage e em segunda mão já era um hábito. Uma deslocação ao Porto, a Lisboa ou fora do país, era aproveitada para adquirir este tipo de artigos, afirma Esmeralda Rocha. A reforçar esta ideia está a crença das vantagens de uma economia sustentável e da utilização dos recursos da forma mais eficiente possível.

É em Valongo num espaço físico com um conceito vintage, onde todos os pormenores foram pensados de forma cuidada, que encontramos expostos artigos únicos de boa qualidade a um preço interessante. A seleção criteriosa e tratamento das peças é um aspeto fundamental. Contudo o maior desafio tem sido passar a mensagem.  

O meio onde estamos presentes é pequeno, precisamos de ser resilientes para explicar o conceito, acreditamos no projeto e na sua viabilidade económica financeira. Não podemos dizer que a adesão tem sido fantástica, mas quem compra fica cliente, precisamos de cativar mais pessoas para as qualidades e características que este tipo de roupa temafirma a empreendedora.

Chegar com este conceito a mais pessoas de varias gerações é o objetivo para o futuro. É essencial fazer crescer a dimensão do negócio e para isso já estão previstas varias iniciativas. Uma delas é a disponibilização de espaço para a exposição de trabalhos de jovens artistas procurando valorizar a arte contemporânea no contexto de diversidade e unicidade das obras, promovendo desta forma o conceito da loja. Para breve agendada uma exposição e venda de acessórios de moda em plástico reciclado de uma jovem artista.

Mais que uma atividade lucrativa, pretende-se participar naquilo que esperamos ser a sociedade no futuro. Se a viabilidade económica financeira estiver assegurada, temos o sonho de vir a partilhar com uma instituição local de solidariedade os ganhos do negócio”.

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Revista Digital Start&Go