E tu, como pintas a tua vida?

Faz hoje exatamente um ano que sai do El Corte Inglés, para me estrear como empresário de negócios e gestor da minha vida ;)

Pedro Barbosa
1 de Julho de 2018

Larguei o certo pelo incerto, troquei o esperado pelo inédito, evolui do sempre assim para como nós queremos.

O impensável de dar esse salto num vazio que temos de e preencher por nós é uma deliciosa adrenalina, como pegar numa tela nova para construir outra ideia, pintar de novo, sem limites nem regras pré-estabelecidas. São caminhos onde não há reuniões sem sentido nem políticas obrigatórias. Há mais, mas há sobretudo melhor.

Neste primeiro ano fiz mil projetos, viajei, estudei em duas das melhores universidades do mundo (INSEAD e Oxford), criei três empresas com outras tantas equipas, reuni com mais de 80 startups, fui orador por 22 vezes, dei aulas, escrevi dezenas de artigos, fiz mentoring, montei duas comunidades, mantive em alta e pro bono a maior comunidade portuguesa que fundei há cinco anos com dois amigos e aprendi imenso em domínios totalmente distintos do meu ecossistema, sem nunca me deixar de focar nos meus.

Nos meus clientes, nos meus projetos e sobretudo nas minhas pessoas. Nas que me acompanham, me desafiam, me fazem evoluir e sentir bem como sou e como quero ser, todos os dias e mais um.

No meio de uma vida ainda muito mais intensa do que antes, consegui passar a ser dono do meu tempo e pintar os dias como quero. Como eu desejo. Como eu sonho. Com os meus mais próximos, mais presentes, mais nossos.

E, embora continue a querer estar ainda mais com os meus, não deixo de conhecer novas pessoas, novos projetos e novas cores, todos os dias, sem exceção. E sem esta diversidade não há evolução, a layer de novidade permanente que coloco delicadamente por cima do foco no centro daquilo que é importante, para que os dias sejam diferentes, para que me sinta feliz a evoluir e contribua com evolução de todos aqueles com que me relaciono, de alguma forma. É dessas colisões positivas, ora programadas, ora aleatórias, que sai a evolução das pessoas e das sociedades.

Pintar a vida como eu quero é assim. Claro que há muitos frescos por inventar, muitas paredes por cobrir, muitas ideias por imaginar. É por isso que cada dia tem de ser vivido no máximo, mesmo que o máximo seja descansar.

Cada dia tem de ser vivido como o primeiro, o último ou o anterior: a saborear. A sentir o aroma do inesperado em cada pequeno instante, sem nunca deixar de escolher as cores com que pinto cada dia e cada memória nova.

E tu, como pintas a tua vida?

Artigo em formato PDF

Revista Digital Start&Go

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