Saudável, Sustentável, Cruelty free…

Segundo o "The Economist", que recentemente publicou um relatório na sua revista “O Mundo em 2019”, o jornalista John Parker prevê que 2019 será “o ano do veganismo”.

1 de Março de 2019

De facto, um pouco por todo o mundo, o conceito tem entrado no discurso “mainstream” e o estilo de vida tem crescido exponencialmente em termos de popularidade.

Exemplificando, a revista cita que 25% da população dos Estados Unidos da América na faixa demográfica de 25 a 34 anos identificam-se atualmente como veganos ou vegetarianos. Já no Reino Unido o caso é semelhante, onde o número de veganos terá aumentado em 700% nos últimos dois anos. Em Portugal o número de veganos rondará os 60.000, mas estima-se que esteja em amplo crescimento. Já no que se refere ao número de vegetarianos, os últimos dados conhecidos são os referidos no estudo da Nielsen, elaborado em 2017, que revela que o número de vegetarianos em Portugal quadruplicou no período de 2017-2017, atingindo os 120.000 o número de portugueses que adotou um regime alimentar vegetariano, o que corresponde a 1,2% da população portuguesa.

O estudo foi promovido pelo Centro Vegetariano que, em 2007, tinha chegado à conclusão de que haveriam na altura 30.000 vegetarianos em Portugal, ou seja, aproximadamente 0,3% da população era vegetariana há dez anos. O número cresceu de forma significativa neste espaço de tempo.

Os resultados são vistos como muito positivos pela Associação Vegetariana Portuguesa e confirma os indicadores de crescimento deste mercado em Portugal. A procura de produtos vegetarianos e vegan tem expandido significativamente na última década, dando origem ao aparecimento de novos negócios para este segmento. 

"O interesse por este modo de vida em que as pessoas evitam não apenas carne e couro, mas todos os produtos de origem animal, incluindo ovos, lã e seda, está a crescer incrivelmente, especialmente entre os millennials”, escreve Parker.

Parker prevê que os substitutos de carne terão o maior impacto em tomar o veganismo “mainstream” em 2019, destacando a popularidade de novas marcas americanas como a Beyond Burgers, ou da marca holandesa Vivera – que lançou um bife vegano e vendeu 40.000 unidades na primeira semana de lançamento na Tesco, no ano 2018.

“Se as carnes baseadas em vegetais começarem a ganhar em popularidade, podem tornar-se numa tecnologia transformadora, melhorando a dieta ocidental, reduzindo a pegada ecológica, e talvez até reduzindo o custo dos alimentos nos países subdesenvolvidos ou mais pobres”, concluiu Parker.

Isso pode começar a mudar de forma significativa em 2019, quando a Comissão Europeia finalmente iniciar o processo de definição formal do que é um produto vegetariano e vegano, iniciando uma maior regulação do mercado.

 

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Revista Digital Start&Go

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