Gestão de objetivos e "gamification"

Helder Barbosa
1 de Março de 2019

Parabéns! Nível ultrapassado.

Parabéns! Ganharam novamente!

Parabéns! Conquistaram este desafio com enorme êxito!

Parabéns! Venha a conquista seguinte!

Parabéns! A Meta foi alcançada.

Desde os primórdios, conquistar significa vencer, ultrapassar…, glória.

Assim, independentemente da forma, design e/ou grau de dificuldade, a definição de objetivos individuais e organizacionais pressupõe a existência de tarefas e metas a ‘conquistar’. Implica competitividade, cooperação e parcerias. Impõe desenvolvimento.

Perante potenciais conquistas, as organizações carecem de colaboradores ‘conquistadores’, i.e., de pessoas comprometidas e intra-empreendedoras.

Posto isto, numa ótica organizacional, para se conquistar é imperativo que se definam objetivos. Sem esses, a organização fica ‘refém de práticas correntes’, a interpretação de sucesso é ténue e subjetiva, improfícua e baseada em ‘achismos’. Na verdade, no contexto organizacional, é preciso medir “para separar o joio do trigo”.

Os objetivos podem ser de curto, médio ou longo prazo, serem SMART, mas principalmente têm de ser partilhados e assumidos integralmente pelas partes interessadas.

Evitando-se discussões concetuais sobre o tema, importa aludir que objetivos não são mais que uma direção, ou seja, a indicação do (s) caminho (s) a percorrer, por regra a confluir, para um propósito global.

Portanto, as organizações mais competitivas são as que delineiam objetivos (individuais e coletivos) de forma antecipada e por ‘temporada’. Por conseguinte, apontam direções, definem deadlines, tempos e regras e alavancam a cultura e o conhecimento existente. Principalmente, em linha com uma perspetiva de ‘equipa alargada’[1], estas organizações potenciam os conquistadores a fazer algo maior do que eles próprios conjeturam.

Em síntese, estas organizações dispõem do ‘palco do jogo’ para concretizar as mais diversas conquistas.

Perante este enquadramento, a gamification[2] pode ser utilizada enquanto ferramenta de gestão estratégica, para motivar os colaboradores, potenciar a partilha, as forças, e alinhar estrategicamente as equipas em prol de, coletivamente, a organização atingir as metas definidas.

Assim, para possíveis e vastas conquistas chame-se a jogo todos os conquistadores. Os que pensam ser, os que pensam que não são, os que não têm objetivos e passarão a ter e os que têm objetivos, mas não sentem os objetivos como seus.

Tal como num jogo, a gamification permite ‘transportar’ os colaboradores para um ‘mundo de conquistas’ (e.g., tarefas, metas, etapas), aprendizagem e desafios. Que fazem parte de algo maior do que eles próprios e que podem fazer a diferença no fim do jogo. Que a sua ação é importante. Que é parte integrante do jogo e é chave no sucesso coletivo.

Em resenha, defina e desenhe o seu GAME! Envolva os seus conquistadores

Dê os parabéns (com critério) pelas conquistas efetuadas, tal como recebe quando passa de nível. É grátis!


[1] O conceito equipa alargada inclui várias equipas interdepartamentais e interempresas parceiras.

[2] Conceito comummente definido como “utilização de elementos de jogos em contexto de não jogo”.  

Artigo em formato PDF

Revista Digital Start&Go