Gamification: a geometria importa?

Os gestores intermédios desempenham um papel essencial nas organizações, pois são a ponte que relaciona o ‘top management’ e as ‘linhas da frente’.

Helder Barbosa
1 de Outubro de 2019

Estes são, aliás, corresponsáveis na transmissão da informação, conhecimento e agilidade ao longo da cadeia hierárquica e entre departamentos.

No entanto, a geometria das organizações (por ex., em formato pentágono) pode influir a velocidade de execução e o papel dos gestores intermédios, nomeadamente ao nível do alinhamento estratégico.

Parece, portanto, evidente que uma estrutura ‘obesa no abdômen, i.e., nos níveis intermédios', complexa, desalinhada, recheada de ‘ilhotas’ e interesses influencia a performance das organizações, bem como as competências organizacionais e as ferramentas de gestão adotadas.

Nesse sentido, perante os atuais desafios da gestão, quer de pessoas quer de expectativas, a utilização da gamification, enquanto ferramenta estratégica, pode potenciar a qualidade de gestão dos gestores intermédios na implementação da estratégia organizacional.

Deste modo, as organizações podem adotar, desenhar ou desenvolver ‘experiências gamificadas’ em função do Budget disponível e da sua ‘Geometria Organizacional’, para motivar e comprometer os colaboradores com os objetivos da organização.

Em simultâneo, as ‘smart and learning’ organizações devem promover o desenvolvimento intelectual dos gestores intermédios, enquanto designers ou recetores de gamification, em competências ‘chave’ para a função que desempenham, tais como: comunicação, liderança, criatividade, pensamento critico, resolução de problemas e empreendedorismo.

Posto isto, destacam-se três fatores influentes na adoção e aplicação da gamification em contexto de trabalho:


Deverá também considerar-se dois momentos essenciais: (I) antes e (II) após imersão na ‘experiência gamificada’:

I. O primeiro momento precede a prática da experiência, como oportunidade para aprendizagem, preparação e investimento pessoal;

II. O segundo, pressupõe a apreensão de conhecimentos objetivando a plena execução da estratégia.

Pelo exposto, a inovação, desafios, feedback, entre outros componentes de jogos, constituem-se como ‘ingredientes’ emocionais e funcionais, imprescindíveis à prática, ambicione-se ‘viciante’, de uma ‘experiência gamificada’, em contexto organizacional.

Em suma, não permita que a ‘Geometria Organizacional’ obstaculize a adoção da gamification. Pelo contrário, compreenda-se a ‘Geometria’ da organização e desenhe-se uma ‘experiência gamificada’ adequada e customizada.

Artigo em formato PDF

Revista Digital Start&Go