Líder 2020

O mundo transformou-se radicalmente nas últimas décadas.

Daniela Moreira
1 de Dezembro de 2016

A complexidade e a incerteza aumentaram, num ambiente em constante mudança, estimulado pela evolução da tecnologia e pela optimização dos processos. O sucesso, no mundo ocidental, transformou-se numa obsessão com implicações sérias na forma como se equilibra e prioriza a vida pessoal e profissional e como se conduzem e gerem pessoas; tudo parece ser justificado pela procura do sucesso. O trinómio complexidade-incerteza-mudança, conjugado por esta corrida desenfreada pelo sucesso, em que muitas vezes, os fins parecem justificar todos os meios, criam novos desafios às organizações e aos seus profissionais, com as soft skills a passarem a integrar em muitas funções, designadamente, nas de liderança, o grupo das hard skills. 

Mas afinal, o que é um líder?

Sun Tzu no livro “A Arte da Guerra” transmitiu uma ideia, que ainda hoje se mantém actual, de que um líder é aquele que transmite segurança, prosperidade e afecto, quando refere “Trate os seus homens como filhos e eles o seguirão até aos vales mais escuros. Trate-os como filhos queridos e eles o defenderão com a própria morte”. Esta afirmação tem subjacente, a ideia que um líder está no coração e só quando consegue isto (entrar no coração dos liderados), é que cumpre na plenitude a sua função, conseguindo da parte dos liderados um esforço extraordinário, diferenciando e distanciando-se desta forma da função de gestor.

Tendo em conta, o conceito de líder, quais são as principais competências que este deve ter ou desenvolver nos próximos anos?

A lista de competências que um líder deve ter é demasiado extensa e a sua enumeração, pode conduzir à perda de foco, daí que vou optar, por assinalar aquelas que me parecem ser as mais importantes, ainda que elas são sejam indissociáveis.


  • Flexibilidade e adaptação: num mundo em constante mutação, em que o que é eficaz, eficiente e/ou inovador hoje, pode não ser amanhã, é esperado que o líder esteja permanentemente a adaptar-se às novas condições em organizações cada vez mais inteligentes e conscientes.

  • Coragem: esta competência pode ser desagregada em várias competências, mas pretende essencialmente transmitir a necessidade de determinação e perseverança que um líder tem de ter para enfrentar a crescente diversidade e complexidade dos desafios que lhe são colocados directamente a ele, ou à organização.

  • Atitude positiva: o optimismo e o entusiasmo com que se enfrentam os desafios não é somente visível aos olhos dos que lideramos, como são contagiantes. Temos de ser capazes de nos mantermos verdadeiramente apaixonados, fazendo com que todos os desafios, problemas e diferenças, pareçam não apenas, irrelevantes e fáceis de resolver, como também que sejam algo positivo e desafiante.

  • Comunicação: são inúmeros os casos de empresas e organizações em que muitos problemas podiam ter sido evitados ou resolvidos, se a comunicação existisse de forma efectiva. É esperado que um líder seja um comunicador 360º, com a consciência que tudo é comunicação (o que dizemos e o que não dizemos, as expressões que temos e que não temos…) e que a comunicação escrita ou formal deve ocupar um lugar residual - não nos podemos esconder atrás de um monitor! Esta competência tem uma forte influência no nível de desempenho das restantes, pelo que devemos, desenvolvê-la diariamente.

  • Resolução de problemas: o aparecimento sistemático de novos problemas e desafios, faz que com que a necessidade de sermos capazes de resolver problemas, seja cada vez mais importante. Todo o treino que conseguirmos fazer nesta temática, melhorará a nossa performance.

E já que estamos numa época de desafios, vou lançar mais um: O que fazem diariamente para melhorar estas competências?

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Revista Digital Start&Go