Empreender é Arriscar a ter Sucesso ou a Perder.

Empreender é arriscar a desenvolver algo com o propósito de alcançar uns resultados que, na mente da pessoa, são facilmente atingíveis, na ótica do mercado, muito imprevisíveis e, numa parte dos casos, uma utopia comprovada em menos de dois anos.

António Costa
1 de Outubro de 2019

O empreendedorismo, enquanto atividade associada ao ato de empreender (fazer acontecer, arriscar) é uma temática que tem sido muito divulgada ao nível do ensino, da formação e de muitas iniciativas de dezenas de entidades: associações empresariais, associações de jovens, IEFP, etc.

Uma pessoa, de qualquer idade, que deseje transformar-se em empresária possui três grandes alternativas:

1. Comprar um negócio ou empresa já em atividade;

2. Aderir a um negócio em sistema de franchising;

3. Desenvolver de raiz o seu próprio negócio.

Qualquer uma destas três opções é válida e possui fatores diferenciadores que podem ser mais ou menos positivos, como se pode constatar no quadro abaixo.


Independentemente do tipo de negócio e da via adotada para o desenvolver, existe algo que é comum a todas elas e que se reflete na necessidade de constituir e manter uma sociedade: entidade (pessoa coletiva) que agrega uma ou mais pessoas físicas (também pode incluir outros organismos) – sócios - que se unem para desenvolver o negócio.

A sua constituição é um ato simples, rápido (ver http://www.empresanahora.mj.pt/ENH/), requer pouco dinheiro (capital pode ser de €1) e não é exigido qualquer conhecimento ou requisitos prévios por parte dos seus sócios ou dos seus gerentes: responsáveis pela condução efetiva da empresa.

Como é na sociedade que se agregam todos os direitos e deveres associados ao desenvolvimento da atividade e os compromissos com todas as entidades com as quais se tem de relacionar: clientes, fornecedores, trabalhadores, seguradora, contabilista, autoridade tributária, segurança social, etc., é importante que os sócios e os gerentes conheçam muito bem as suas obrigações pois, em caso de qualquer acontecimento inesperado e relacionado com a entidade, serão chamados a assumir as suas responsabilidades.

Todos os empreendedores desejam e acreditam que o negócio vai ser um sucesso, contudo, atente-se que a taxa de mortalidade de empresas constituídas dois anos antes é na ordem dos 41% (INE: dados referentes a 2017; taxa de sobrevivência (%) das Empresas nascidas 2 anos antes). Como os compromissos assumidos, para além das implicações diretas na própria empresa, também podem também afetar, e muito, o património pessoal, convém que os empresários se informem e estejam bem conscientes dos reais impactos que esta atividade terá na sua vida e da sua própria família.

Artigo em formato PDF

Revista Digital Start&Go

Mesmo autor