ANTÓNIO NOGUEIRA DA COSTA
CEO da efconsulting | docente e membro do N2i do IPMaia
A Cooperação e a Associação são genes do ADN das Empresas Familiares®
"Em Portugal, duas em cada três empresas fecham antes de completar três anos…”
"Um ecossistema de empresas de todas as dimensões, interligadas e cooperantes, pode ser a essência de um mercado que deseja assegurar a sua competitividade e longevidade."
A génese de um negócio tem na sua base, na grande maioria dos casos, uma pessoa empreendedora que deteta uma oportunidade que deseja desenvolver e que acredita o poderá concretizar com sucesso.
Ultrapassada a informalidade associada a pequenos testes de mercado, as duas opções mais comuns, para dar forma jurídica de suporte ao negócio, passam pela constituição de uma Sociedade - Unipessoal, Sociedade Comercial por Quotas ou Sociedade Anónima - ou assumindo uma Empresa Individual ou Empresário em Nome Individual (ENI): em 2023, eram 512.751 e 997.523, respetivamente (fonte: INE - Indicadores económicos e patrimoniais das empresas não financeiras em Portugal, 2008 a 2023).
Esta proporção de quase 2 ENI para 1 sociedade, evidencia a preponderância do “negócio-pessoa” que, em conjunto com as sociedades PME,
representam 99,9% das empresas, deixando 0,1% para as grandes empresas (1.550 empresas segundo a mesma fonte do INE).
Ao integrar um mercado livre e altamente concorrencial, assegurar a sobrevivência de forma individualizada não é fácil: a taxa de sobrevivência ao final do 1º ano é na ordem dos 74% e, no 3º ano, esta reduz-se a 49%; ou seja, ao fim de 3 anos, mais de metade das empresas sucumbiram (fonte: INE, taxa de sobrevivência das empresas).
Uma vias para ganhar resistência pode ser pela aquisição ou fusão com outra empresas, tendência que tem vindo a crescer de forma significativa nos últimos anos, contudo, a sua efetivação ainda é pouco significativa - dada a enorme dificuldade dos empresários em “venderem a sua criação” , pelo que ganha enorme expressividade a cooperação e a associação para auxiliar estes negócios na máxima de “ou cresces ou desapareces”.