Execução

No plano de negócios de uma start up são definidas um conjunto de metas e iniciativas.

Luis Melo
15 de Novembro de 2015

No plano de negócios de uma start up são definidas um conjunto de metas e iniciativas. Em resultado da experiência do empreendedor e da natural incerteza associada à abordagem de mercado as empresas têm a necessidade de ajustar, com bastante frequência, esse road map; reforçando a segmentação, prescindindo de umas iniciativas e criando outras, ajustando pacotes de oferta, etc.

A gestão de todas estas iniciativas é um desafio! Quantas start up’s não se perdem na execução? Bons planos e prática ineficaz!

Ora, a área gestão de projectos dispõe de uma framework de base e desenvolvimentos ao nível da gestão de portefólio e de técnicas ágeis que, por serem desenvolvidos para lidar com níveis de incerteza elevados, aumentam a probabilidade de sucesso na execução.

Projectos são esforços temporários com vista à criação de um resultado, produto ou serviço único, de acordo com técnicas de desenvolvimento progressivo. Assim uma campanha de comunicação, o desenvolvimento e lançamento de um produto, a criação de uma rede de distribuição, são exemplos de iniciativas que podem ser geridas usando técnicas de gestão de projectos. Ao longo da vida de cada uma delas será necessário proceder a ajustes quanto à forma ou mesmo ao resultado a atingir, dai a adequação das técnicas de gestão de projectos.

VERIFIQUE

  • Quais dessas iniciativas a implementar têm um horizonte de, pelo menos, 3 meses?
  • Quais dessas iniciativas irão depender dos resultados em curso para serem ajustadas?

 

Estas passam para o portefólio de projectos!

Sem complexidade! O portefólio de projectos será um placard com as seguintes colunas; designação do projecto, responsável, data fim, objectivo(s)/critério(s) de sucesso e grau de prioridade (3 níveis). A qualquer momento um projecto novo é incluído.

Para cada projecto deve ainda ser formalizado o enquadramento do mesmo (baseline), registando seguintes aspectos; fundamentação estratégica do projecto, objectivos/ critérios de sucesso, orientação a seguir (âmbito do projecto), orçamento, data fim, principais milestones e entregas associadas (o que deve ser atingido e quando). A abertura de um projecto obrigará a equipa a reflectir em torno destes pontos.

Com simplicidade! Sugere-se um modelo de acompanhamento baseado em reuniões quinzenais com a duração de 15 minutos por projecto. Nessa reunião é revisto o que foi realizado, as dificuldades e obstáculos encontrados e determinados os objectivos a atingir (verificáveis) e as principais tarefas a realizar para o próximo período. Estes elementos devem ser registados.

Mensalmente esta reunião contempla a revisão da baseline do projecto, sendo necessário alargar o tempo, englobando o documento de baseline e registando os ajustes necessários. É natural que alguns projectos sejam abortados ao longo do tempo e/ou que vejam a sua prioridade alterada.

NÃO ESQUECER

  • 15 minutos a cada 15 dias é suficiente para monitorizar um projecto
  • Os planos são registados

 

Pode experimentar pesquisar num qualquer motor de busca por “agile”, “kanban”, “pmi”, “pmbok” e verá imensos resultados interessantes.

O modelo sugerido, assente numa prática simples mas sistemática e disciplinada, potencia a capacidade de implementação das organizações, diminuindo algumas lacunas na execução.

Revista Digital Start&Go

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