Os 5 aliados do Work-Life Balance

Sabe quantas horas trabalha por dia? Sabe quantas horas perde no trabalho a fazer coisas que não são produtivas? Quantas horas tem exclusivamente para si? Considera que tem tempo de qualidade ou vive numa luta diária para fazer tudo aquilo a que se propôs?

Nuno Lopes
1 de Maio de 2019

Estas são algumas das questões que coloco aos meus clientes, clientes esses muitas vezes incapazes de reconhecer que alguma coisa está mal no seu desempenho vida/trabalho, acham normal o seu dia a dia e justificam-se com o seu dever laborar, contudo sentem uma infelicidade interior e silenciosa.

Mas terá que ser mesmo assim? Ou depende de nós, alterar esses comportamentos?

Aprender a dizer que não

A palavra “não”, existe para ser usada, não com um sentido negativo, mas sim por forma a proteger de situações negativas no futuro, ou seja, ao aceitarmos todos os projetos, todas as tarefas impostas pelo chefe e com tudo aquilo que temos para fazer a titulo pessoal, no final, vamos acabar por não ter tempo e a nossa saúde, mais tarde ou mais cedo, irá pagar caro.

O dizer não, ajuda a alinhar expectativas e prioridades para com os seus objetivos, se é ecológico ou não, qual o grau de esforço ou energia que tem que despender para executar esse conjunto de tarefas, sem que se atinga o “Burn-Out”.

Não estamos a dizer “não” á pessoa que nos solicitou ajuda, mas sim a perguntar-lhe, se quer que faça essa tarefa em detrimento de outra, considerando a minha agenda posso definir o que é mais importante para mim ou para a empresa, com isto, não vai estar a sufocar sua a agenda com atividades consideradas tóxicas. 

Criar limites

Com o poder da tecnologia, é frequente estar sempre disponível para receber uma chamada de um cliente, ou mesmo dar uma vista de olhos no e-mail durante o fim de semana, ou mesmo quando se está num jantar de família. O facto de estar disponível para a sua empresa não significa que tem que retirar tempo familiar em prol do tempo laborar.

É fundamental criar fronteiras e não misturar estes dois ambientes. É igualmente importante dar a conhecer que preza muito o tempo passado fora do trabalho, quer seja com a família, com amigos, ida ao ginásio… há espaço para tudo.

É igualmente importante trabalhar naquilo que se gosta, estar motivado e sentir-se útil.

Se acha que tem que trabalhar mais horas, depois do horário de trabalho ou mesmo ao fim de semana, para satisfazer a necessidade em cumprir os objetivos (mesmo que não goste daquilo que faz, mesmo que tenha que dizer a si mesmo, eu não gosto disto ... mas tem que ser) então algo está errado e precisa de ajuda. 

Quando se chega a este ponto, já não se consegue distinguir o que é tempo de trabalho ou tempo de prazer, esteja atento.

O dia tem 24h, a forma como é a feita a distribuição do tempo é a chave do seu sucesso.

Tempo para si

Quer seja por intermédio da meditação, uma ida ao ginásio, andar 15 minutos durante a hora de almoço, ou beber um café enquanto ouve aquela musica, esse é o seu tempo, o seu espaço, é o momento em que consegue dialogar consigo e ouvir-se.

Precisa de garantir que consegue recarregar as baterias de tempo a tempo, se conseguir uma vez por dia, tanto melhor, tenha a preocupação de se auto disciplinar a ter tempo de qualidade para si.

Não tenha medo de se desligar por completo do mundo que o rodeia, das redes sociais, dos seus amigos, do seu email, o mundo não pára porque você decidiu tirar 15 minutos para apenas ouvir a sua voz interior, para fazer um reset mental. Valorize-se.

Alinhamento com a familia

Quando se pensa em Work-life balance, imagina-se um dia perfeito, acordar cedo 6am, fazer exercício, tomar um tranquilo pequeno-almoço, ir para o trabalho 9am, ter um almoço saudável, trabalhar até as 17h regressar a casa e preparar um belo jantar em família, apreciando um bom vinho e ler um livro antes de se deitar por volta das 22h, contudo sabemos que nem tudo é perfeito.

Temos que ter a consciência de que cada dia é diferente, e você, todos os dias estará numa corda bamba diferente, ou está mais inclinado para o trabalho ou está mais inclinado para sua vida pessoal.

O importante é manter esta corda bamba o mais balanceada possível, perceber quando estamos a tender mais para um lado do que para o outro e o porquê.

Se a família estiver alinhada em termos de objetivos pessoais e profissionais, torna esta jornada muito mais fácil e desafiadora, é perfeitamente normal termos que dedicar por vezes mais tempo á família, por exemplo, os seus filhos podem precisar mais de si em determinado momento, tal como é aceitável ter que viajar por uns dias em trabalho e estar ausente.

Para tudo é preciso ter o equilíbrio necessário e saber adaptar-se e se necessário rever as suas prioridades.    

Coaching

Há momentos na vida, em que somos desafiados a tomar decisões estratégicas, por forma a não prejudicar os interesses comuns, quer pessoais quer profissionais.

Na maioria das vezes, alguém que não está em equilíbrio com o seu work-life balance, aparenta uma imagem de poder e concretização, mas por dentro sente uma infelicidade silenciosa por não conseguir corresponder às expectativas de todos aqueles que o rodeiam (mesmo sendo um super-homem ou uma super-mulher), parece que tudo aquilo que é feito, é pouco, é nessas alturas que o coaching o vai ajudar.

Por forma a obter uma vida mais consciente, mais equilibrada e menos stressada e esgotante, torna-se essencial o acompanhamento ativo por parte do coach, durante um processo da transformação.

O coach tem como compromisso estar sempre presente nesta jornada, ajudando a transformar a pessoa de hoje, com determinados bloqueios, numa pessoa mais produtiva, feliz, motivada e mais focada na obtenção dos seus resultados.

Artigo em formato PDF

Revista Digital Start&Go